时间  3小时 24分钟

路线点数 1151

上传日期 2020年12月12日

记录日期 十二月 2020

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  • 景色推荐程度

     
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9.88 km

浏览次数: 242次 , 下载次数: 7次

邻近 Senande, Porto (Portugal)

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DESCRIÇÃO DO TRILHO REALIZADO
TRILHO DA PEREGRINAÇÃO + TRILHO DE ALVRE + TRILHO DOS MOINHOS + TRILHO DA TORRE DO CASTELO DE AGUIAR DE SOUSA


O trilho tem inicio no Largo de São Romão, junto à Igreja Matriz de Senande e percorre parte da Serra de Santa Iria e resulta da junção de quatro percursos: Trilho da Peregrinação; Trilho de Alvre; Trilho dos Moinhos e Trilho da Torre do Castelo. Aconselha-se o uso de GPS, os referidos trilhos estão em fase de implementação e não encontramos sinalética suficiente e inequívoca do trilho que seguíamos, podendo levar a erros de orientação no terreno.

Começamos por seguir o Trilho da Peregrinação pela rua que atravessa o pequeno lugar de Senande em direção a Norte, à Nossa Senhora do Salto. O Trilho da Peregrinação é um caminho por onde passa a procissão da Nossa Senhora do Salto, no primeiro domingo de maio. É um percurso linear com 2,1km entre a Igreja Matriz de Senande e Senhora do Salto. Neste percurso é possível o contacto com a natureza e o desfrute da paisagem, bem como o contacto com um aglomerado rural como o de Senande. O percurso é realizado por caminho florestal, onde predominam os eucaliptos, e acompanha a autoestrada A41 pelo que o ruído automóvel está sempre presente ao longo do trajeto.

O trilho passa por baixo do viaduto da A41 que atravessa a Senhora do Salto, e é aqui que interseta o Trilho de Alvre, um percurso circular com início e fim no Salto. Consiste no aproveitamento de um antigo caminho de ligação entre o Salto e Alvre e começa junto das margens do Rio Sousa, num percurso de 3,5km. Ao longo do caminho junto ao rio pode contemplar-se uma paisagem verdejante de forte beleza natural.

Agora, junto ao viaduto da A41, seguimos pela direita em direção a Este, à Ribeira de Santa Comba e a Alvre. Continuamos por caminho florestal, onde a vegetação predominante continua a ser o eucalipto e o pinheiro bravo. Destaque para a zona ribeirinha e margens do Rio Sousa pela beleza que a água confere a este troço e que nos conduz ao ponto alto deste trilho, a Senhora do Salto, local que contém um parque de merendas e uma vista deslumbrante para o rio e “Boca do Inferno”. Este espaço paisagístico, de rara beleza, está encravado entre altas serras por onde corre o rio Sousa. Aqui o Rio Sousa atravessa as rochas quartzíticas que devido à sua dureza e resistência à erosão formam um vale bastante apertado e profundo com vertentes verticais. Nos troços de rochas xistentas, de caraterísticas mais brandas, o vale é aberto formando-se meandros e depósitos aluvionares. Neste local a presença de rápidos, a sequência de pequenas curvas e ainda as vertentes perfeitamente verticais conjugam-se para oferecer uma paisagem de rara beleza.



O lugar da Senhora do Salto “obriga” a uma pausa para contemplação do espaço envolvente de rara beleza. Neste local, encontra-se a denominada “Boca do Inferno”, de caraterísticas geológicas particulares e imbuída num grande misticismo. O lugar da Senhora do Salto proporciona momentos de tranquilidade, frescura e as suas escarpas permitem a prática de diversos desportos outdoor. Esta zona integra a Rede Natura 2000, que confere proteção aos habitats e espécies da flora e fauna, sendo possível a observação do falcão peregrino, a andorinha das rochas, entre outros. O lugar do Salto está envolto numa lenda, segunda a qual um cavaleiro se livrou da morte ao invocar a proteção da Senhora após um salto inadvertido no abismo. Em sinal de agradecimento pelo milagre, o cavaleiro terá mandado construir a pequena capela da Nossa Senhora do Salto.

LENDA: No local, é ainda possível observar uma pedra aplanada com cinco covas. É esta pedra o mote para as lendas que marcam esta zona. Conta-se que foi nessa rocha que um cavaleiro, perseguido por uma lebre ou um veado (encarnação do Diabo), terá caído, tendo sobrevivido por invocação e proteção de Nossa Senhora. Assim, as ditas “cinco covas” da pedra dirão respeito às quatro patas e ao focinho do equídeo. Diz-se, também, que a pequena capela de Nossa Senhora do Salto tenha sido mandada construir precisamente por este cavaleiro, como agradecimento pelo milagre.

Depois da visita à “Boca do Inferno” e Capela da Nossa Senhora do Salto, continuamos o nosso trilho. Agora temos de percorrer aproximadamente um quilometro de ligação até ao próximo trilho, o Trilho dos Moinhos. Deixamos o lugar da Senhora do Salto através da ponte que atravessa o Rio Sousa, seguimos pela estrada por alguns metros para cortar à esquerda e seguir um caminho que desemboca na estrada, EN 319-2, junto a uma fonte de água corrediça. Percorremos 200 metros da EN 319-2 até intersetar o Trilho dos Moinhos, à esquerda.

Sobre o Trilho dos Moinhos não encontramos qualquer referência oficial para além de uma antiga sinalética junto à estrada. Seguimos o caminho florestal em direção ao Miradouro da Senhora do Salto. Encontramos junto ao miradouro um memorial em honra do Padre Joaquim Alves Correia (1886-1951). Magnifico miradouro com paisagens deslumbrantes sobre o mítico lugar do Salto e o “Canhão” da Senhora do Salto.



Agora começamos a descer o caminho florestal pela encosta da “Boca do Inferno” que nas suas rochas estão gravadas a história geológica. As rochas- magmáticas (granitos), sedimentares (conglomerados) e metamórficas (xistos e quartzitos) - contêm a história geológica da região que, antes da formação das várias serras que constituem o Pulmão Verde da Área Metropolitana do Porto, se encontrava submersa, como comprovam os fósseis das trilobites, animais marinhos que viveram entre os 542 e os 251 milhões de anos. A área foi posteriormente elevada, tendo sofrido dobras e deformações, o que originou o Anticlinal de Valongo, um dos geomonumentos mais importantes de Portugal.

Entramos numa área designada por “Refúgio de animais” vedada, mas com uma cancela que permite a passagem aos pedestrianistas. À medida que descemos e entramos numa área arborizada, o amplo caminho, vai-se estreitando até intersetar o primeiro moinho hídrico, que acredito ter sido recuperado devido ao seu bom estado atual. Aqui faziam a moagem das farinhas desta região que que já vem da era Romana como consta a história. Junto ao moinho, o Rio Sousa corre desenfreado na sombra das imponentes escarpas esculpidas pela água. Aqui criam-se ambientes húmidos que propiciam o surgimento de plantas insectívoras, de uma variedade incrível de fetos, bem como de um exuberante tapete de musgos. Na proximidade das linhas de água encontram refúgio inúmeras espécies de grande relevância conservacionista, como galerias de amieiro, freixo e salgueiro, a que se juntam o carvalho alvarinho, o pilriteiro, o sanguinho e o loureiro.

O trilho segue por amplo caminho florestal para os próximos moinhos. São dois, um deles em ruínas, o outro, mantém-se conservado, sem sinais evidentes de ter sido recuperado, mantendo a sua beleza de tempos passados a laborar dia e noite para dar alimento a povoações vizinhas. Uma vez mais apreciamos a beleza do Rio Sousa e do açude junto aos moinhos. Continuando, o percurso segue em direção ao lugar de Castelo e ao próximo e último trilho, o Trilho da Torre do Castelo. Intersetamos novamente a estrada, EN 319-2, que seguimos por 100 metros, onde cortamos à esquerda seguindo a indicação da placa sinalizadora da Rota do Românico a indicar a Torre do Castelo.

Seguimos pela Travessa do Castelo, a subida é um pouco acentuada, mas o caminho em xisto está bem conservado. A Torre do Castelo de Aguiar de Sousa situa-se num local com condições naturais de defesa, na margem direita do Rio Sousa, e assume interesse estratégico para as Terras do Vale do Sousa. Edificado, provavelmente, no século X, altura em que as crónicas cristãs referem a tomada do castelo pelo Almançor quando das suas incursões para Santiago de Compostela. A partir do século XI torna-se cabeça de Terra de Aguiar dominada pelos Sousas ou Sousões, convertendo-se em 1258, no centro administrativo judicial do “Julgado de Aguiar de Sousa”, um dos mais poderosos da região de Entre-Douro-e-Minho, até ao século XIX.



Do Castelo ficaram visíveis restos de uma torre de planta quadrilátera, irregular, de construção em alvenaria de xisto e quartzito. Classificado como Monumento de Interesse Público e integrado na Rota do Românico, foi objeto de trabalhos de conservação e valorização. Os trabalhos arqueológicos revelaram a muralha primitiva com 150cm de largura e exumaram-se objetos que faziam parte da vida quotidiana dos homens do castelo, tais como, fragmentos de cerâmica de uso doméstico e uma ponta de seta das atividades bélicas ou de caça.

Quanto à intervenção de valorização, para além de melhorar os acessos, transformou a torre num varandim para a paisagem, a partir do qual o visitante, inserido num quadro onde a mãe natureza é pródiga, pode observar as escarpas quartzíticas das serras envolventes, escutar as quedas de água das levadas e presenciar o rio Sousa a confluir na direção do Douro. Neste local avistamos a Sul e à direita, as Serras de Castiçal, à esquerda, a das Flores.

Uma breve pausa para apreciar as magnificas panorâmicas das serras e do rio e regressamos à estrada (EN 319-2). Agora, para evitar o mesmo caminho de regresso, seguimos a estrada em direção a Aguiar de Sousa, tornando o percurso circular. Junto à Ponte de Arco de Pedra fizemos outro desvio para visitar um antigo moinho hídrico nas margens do Rio Sousa, as águas rápidas do rio são encaminhas para dentro do moinho por uma levada. Regressamos à estrada, percorremos mais 300 metros, e saímos à esquerda por amplo caminho florestal onde voltamos a encontrar sinalética vertical, não conseguimos identificar a que trilho pertence. O caminho atravessa nova zona florestal onde resistem pequenos bosquetes de carvalhos, espécie outrora dominante, mas que acabou por dar lugar a plantações de eucalipto e de pinheiro bravo. O caminho desemboca na Rua da Corga, no lugar de Senande, e daqui até à Igreja Matriz, ponto de inicio e fim deste trilho é um instante.


FICHA TÉCNICA
Realização: 12 de dezembro de 2020
Percurso: Senande - Senhora do Salto - Alvre - Senhora do Salto - Castelo - Senande
Distancia: 9,9 km
Duração: 3h24min
Tempo em movimento: 2h22min
Tempo parado: 1h02min
Movimento médio: 4,2km/h
Acumulado positivo: 602m
Acumulado negativo: 605m





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A equipa Caminhantes
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INICIO (LARGO DE SÃO ROMÃO)

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CRUZEIRO

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INTERSEÇÃO TRILHO DE ALVRE (VIADUTO A41)

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RIBEIRA DE SANTA COMBA

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RIBEIRA DE SANTA COMBA

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RIO SOUSA

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ESTAÇÃO HÍDRICA RIO SOUSA

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MIRADOURO 'BOCA DO INFERNO'

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CANHÃO DA SENHORA DO SALTO

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CENTRO INTERPRETAÇAO

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CAPELA SENHORA DO SALTO

兴趣点

FONTE (EN319-2)

兴趣点

INTERSEÇÃO TRILHO MOIHOS

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MIRADOURO DO SALTO

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CANCELA

兴趣点

MOÍNHO HÍDRICO

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CANCELA

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MOINHOS HÍDRICOS

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INTERSEÇÃO TRILHO TORRE DO CASTELO

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TORRE DO CASTELO

兴趣点

MOINHO HÍDRICO

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IGREJA MATRIZ DE SENANDE

2则评论

  • 的照片 Gualter Costa

    Gualter Costa 2020-12-29

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    Trilho interessante.

  • 的照片 Caminhantes

    Caminhantes 2020-12-30

    Olá Gualter Costa.
    Obrigado pelo comentário e avaliação da trilha. Saudações

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