Kosho

时间  4小时 50分钟

航迹点数 759

上传日期 2016年2月11日

记录日期 二月 2016

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310 m
54 m
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3.1
6.3
12.52 km

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邻近 Matacães, Lisboa (Portugal)

Esta caminhada inicia-se em Matacães, junto à igreja matriz, e prossegue em direcção à Serra da Figueira onde se encontram vários moinhos eólicos. Segue-se depois pela cumeada até à Torre de observação de incêndios e desce-se pelo meio de vinhas. Continuaremos o nosso trilho passando perto de Monte Redondo e em direcção a Lapas Grande onde se encontra a Quinta das Lapas. Classificada pelo IPAR como bem imóvel de interesse público é considerada uma das mais bonitas da região. O seu conjunto de casas e jardins representa um dos exemplos mais significativos da arquitectura civil barroca. O percurso continua por entre vinhedos até ao Santuário do Calvário que se encontra num penhasco por cima de Matacães e daí desce-se até à vila até ao ponto final.
Sacred architecture

Ermida do Senhor do Calvário

O Monte do Senhor do Calvário é um sítio relevante na paisagem física e cultural do concelho de Torres Vedras, dominante sobre o rio Sizandro e o vale de Matacães. Embora se desconheça quando se terá dado a cristianização do local - a actual capela foi reedificada em 1771 -, é de crer que o culto e a romaria associada seja de tradição tardo-medieval, período em que se multiplicaram as devoções. A ermida foi propriedade da família Trigoso, da Quinta Nova, unida por laços matrimoniais aos Falcão da Quinta do Juncal, permanecendo ainda vinculada a estes. A primeira referência conhecida data de 1632, ano em que foi concedido ao templo licença para nele se celebrar missa. Este dado evidencia que, já nessa altura, a ermida estava construída e era importante o suficiente para justificar possuir missa própria. A sua actual configuração resulta de uma quase integral reforma, levada a cabo em 1771 por intermédio de D. Francisco Mendo Trigoso, bispo de Viseu, que obteve do Papa Pio VI regalias de altar privilegiado, em 1779, conforme inscrição do lado direito da capela-mor. É uma capela quadrangular de modestas proporções, que tem a particularidade de ostentar a cabeceira voltada a poente, e que integra alguns importantes elementos de património integrado: mármores no altar-mor, pia baptismal e lavabo da sacristia; uma imagem tutelar de Cristo Crucificado, data de 1712; brasão de armas do bispo sobre o arco triunfal; azulejaria figurativa dedicada à Paixão de Cristo (na capela) e Santo António (na sacristia, constituindo este o anterior orago do templo) e diverso mobiliário litúrgico. • Fonte
Sacred architecture

Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

De origem quinhentista (ainda se conservam nervuras desta época, numa das dependências), a igreja de Nossa Senhora da Oliveira conserva, na sua estrutura, vários elementos que caracterizaram as diferentes campanhas de obras de que foi alvo, ao longo dos séculos. Na verdade, são pouco numerosas as informações conhecidas sobre o templo, muito embora as inscrições, e outros elementos decorativos, nos permitam definir, seguramente, duas intervenções arquitectónicas e decorativas. A primeira remonta ao século XVII, época em que a igreja terá sido reedificada. Para além da estrutura, de nave única e capela-mor rectangular, subsistem os azulejos enxaquetados, em tons de branco e azul, que revestem a zona inferior das paredes do corpo (AZEVEDO, FERRÃO, GUSMÃO, 1963, p. 26), note-se que estes azulejos não são mencionados no corpus de azulejaria do século XVII, de Santos SIMÕES, 1997, 2ª ed.). Desta centúria são, também, as lápides sepulcrais do pavimento. Mais consensuais parecem ser os trabalhos setecentistas, onde se inclui a renovação da fachada principal e da torre, bem como o revestimento azulejar figurativo do interior e o retábulo-mor, em talha dourada. O frontispício, definido por pilastras nos cunhais, rematados por pináculos, é aberto, ao centro, por um portal de verga curva e por um janelão de iluminação do coro. Destaca-se, neste conjunto, o frontão contracurvado que coroa o alçado, e que apresenta círculos no tímpano e uma cruz ao centro. Num plano ligeiramente recuado, e também com pilastras nos cunhais (rematados por fogaréus), ergue-se a torre sineira, cujos registos seguem o esquema da fachada do templo, rasgando-se, no último, a sineira e terminando o conjunto numa cúpula bolbosa. No interior, ganham especial relevância os diversos conjuntos de azulejos. Parecem ser mais antigos os seis painéis da capela-mor, que representam, do lado do Evangelho, a Adoração dos Magos, , os Desponsórios e a Sagrada Família, e do lado oposto, a Anunciação, a Adoração dos Pastores e a Fuga para o Egipto. Têm vindo a ser atribuídos ao pintor conhecido pelas iniciais P.M.P., mas cujo nome permanece por identificar (SIMÕES, 1979, p. 327). Com actividade conhecida na segunda e terceira décadas do século XVIII, P.M.P. poderia ter executado o trabalho da igreja de Nossa Senhora da Oliveira entre os anos de 1725-30 (IDEM). Já os azulejos ornamentais que revestem o arco triunfal, e os emblemas marianos que aí encontramos (alusivos às litanias da Virgem), datados de 1736, estão assinados por Bartolomeu Antunes (SIMÕES, 1970, p. 68). Todavia, os mais recentes estudos dedicados a este artista reuniram um conjunto de documentação onde se demonstra que Bartolomeu Antunes não foi pintor de azulejos, e a sua actividade "(...) deve ser entendida como a de um experiente gestor, sobre o qual recaía a responsabilidade geral da empreitada", articulando a encomenda com os pintores com quem habitualmente trabalhava (MANGUCCI, 2003, p. 140). A importância do cargo de mestre ladrilhador do Paço, levou-o a assinar alguns painéis, onde se inclui o da igreja de Matacães. Fica assim, em aberto, a autoria deste conjunto, mas apesar da actividade tradicional de Antunes se iniciar, tradicionalmente, a partir de 1730, é possível que tenha também sido ele a fornecer os azulejos da capela-mor (IDEM, p. 137). Retomando as intervenções no templo, o retábulo-mor, de talha barroca, deverá ser contemporâneo da campanha azulejar. Já do final do século XVIII é o conjunto da capela baptismal, com a pia setecentista, a que se acrescentou, posteriormente, um murete em mármore, e o revestimento azulejar de linguagem neoclássica. • Fonte
Building of interest

Quinta das Lapas

A Quinta das Lapas é um dos mais importantes monumentos do concelho de Torres Vedras, situando-se em Monte Redondo. Encontra-se classificado pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN),[1] datando a sua construção de finais do século XVII, mandado construir pelo 1º Marquês do Alegrete, Manuel Telles da Silva, Conde de Villar Maior, e concluída no século XVIII. Durante o século XIX a casa foi ampliada para dois pisos, mantendo a traça original até aos dias de hoje. A casa Quinta das Lapas é de arquitectura civil residencial, de estilos barroco e neoclássico: casa nobre barroca e de planta em U, fechada por alas de serviço e muro; a organização dos jardins é também tipicamente barroca, criando uma pequena casa de fresco no paredão facetado que enquadra o Lago da Sereia. A ampliação do século XIX adicionou-lhe traços neoclássicos de que é exemplo a capela com uma fachada com colunatas neoclássicas e onde se encontra a Nossa Senhora do Rosário, conservando todavia a capela-mor azulejos setecentistas com símbolos das ladainhas. A entrada principal é constituída por uma imponente arcada que contém o brasão, a qual dá acesso ao pátio quadrangular com um jardim central. O interior da casa é tão imponente como o exterior, destacando-se os tectos altos que têm caprichosas quadratas com largas sancas. A outrora sala de música conserva ainda o seu esplendor e algum mobiliário de época, e no piso superior encontram-se os quartos de dormir. O jardim é enquadrado por um muro com painéis de azulejos figurando cenas galopantes, interrompido regularmente por bancos de pedra. No seu centro encontra-se uma fonte quadribolada. Ao cimo, a Avenida das Palmeiras e a mata, povoada de sobreiros, carvalhos, tilias e árvores exóticas, assim como mais de vinte veados. Na entrada da mata encontra-se a Capela de Santa Maria Madalena. Nos jardins exteriores são de notar os azulejos do princípio do século XVIII e que forram as paredes do Lago da Sereia no qual, rodeado por balaustrada e mármore, a água brota de todos os lados fluíndo de cinco fontes, entre as quais a do Veado e a do Frei João. Entre o seus ilustres e nobres visitantes encontram-se o Rei D. João VI, a Rainha D. Carlota Joaquina, o Infante D. Pedro Carlos, o Rei D. Carlos I, a Rainha D. Amélia, o Infante D. Manuel e o Infante D. Afonso. • Fonte

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